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Transcrevo a seguir o pronunciamento conjunto dos líderes de nossa Forças Armadas relativo à comemoração dos 62 anos do fim da Segunda Guerra Mundial na Europa:
DIA DA VITÓRIA
No dia 8 de maio de 1945, o mundo celebrava o fim de uma guerra cruel, que envolveu inúmeros países, entre eles o Brasil e que teve conseqüências devastadoras para muitos deles. O Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, localizado no aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro, guarda, em seu interior, os nomes dos brasileiros que pereceram em prol da liberdade e da democracia, contra uma ideologia totalitária, a utopia nazi-fascista.
As águas do Oceano Atlântico, o solo da Itália, o céu da Europa e da costa brasileira testemunharam os valores dos nossos marinheiros, soldados e aviadores. Muitas vidas foram ceifadas, ainda na sua juventude, e outras ficaram marcadas pelos horrores da guerra. Todavia, restaram comprovadas palavras contidas em uma estrofe de nosso Hino Nacional: “Verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora a própria morte”.
Hoje, no aniversário dessa marcante data da história contemporânea da humanidade, relembramos nossos mais denodados e recentes heróis e, através de seus exemplos, as Forças Armadas trazem, à reflexão da sociedade brasileira, a importância de o País ter uma real capacidade dissuasória, garantindo que elas estejam permanentemente capacitadas a preservar os interesses maiores do País e sobrepujar qualquer que atente contra nossa soberania.
O compromisso inarredável dos militares é com a garantia da paz. Entretanto, diante das lídimas tradições dos nossos patronos, Tamandaré, Caxias e Santos Dumont, fortalecemos a nossa convicção da necessidade da coesão, do preparo e da existência de meios e equipamentos manutenidos e prontos para emprego na defesa da Pátria, onde e quando a vontade nacional indicar ser necessário.
Os novos tempos ensejam, no seu bojo, incertezas quanto à disponibilidade dos recursos minerais e energéticos no cenário mundial; as chamadas “novas ameaças”, entre elas o terrorismo e os crimes transnacionais, não respeitam os limites das fronteiras; e a posição pretendida – e de direito – do Brasil, na conjuntura das relações internacionais, corrobora a necessidade da existência de um poder militar condizente e em sintonia com os anseios da sociedade brasileira.
O fervor cívico deste dia, o Dia da Vitória, perpassa todos os estratos sociais e nos faz sublimar os ideais democráticos, além de reforçar a nossa certeza de um futuro glorioso para o nosso País, como escreveu Olavo Bilac, em nosso Hino à Bandeira: “E o Brasil, por seus filhos amado, poderoso e feliz há de ser”.
Brasília-DF, 8 de maio de 2007.
Almirante-de-Esquadra Julio Soares de Moura Neto Comandante da Marinha General-de-Exército Enzo Martins Peri Comandante do Exército Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito Comandante da Aeronáutica
Escrito por desert fox às 15h46
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Os Bálcãs mandam lembranças
Sei que pode parecer estranho, coisa de gente neurótica, fascinada pelo que faz e que enxerga chifre em cabeça de cavalo, mas eu não posso evitar constantes menções à realidade balcânica, tema de minhas mais recentes pesquisas, quando sou levado a pensar e debater política e sociedade.
Pra começo de conversa, não entendo a imprensa. Na década de noventa, quando a política balcânica convulsionou-se em guerras selvagens e, por vezes, constrangedoras, os jornais não paravam de exibir e explicar o conflito ‘’historicamente’’(as aspas são um protesto pelo uso por vezes inadequado da pesquisa histórica no meio jornalístico), investigando anacronicamente suas origens e fazendo com que um processo social complexo e antiqüíssimo fosse tratado como ‘’explosão de violência injustificada’’.
De acordo com os testemunhos que ouço, à época, as notícias sobre Dubrovnik e Sarajevo pipocavam a todo o momento. A esses primeiros conflitos não assisti (aquele que vos escreve ainda é um jovem de ‘’vinte e poucos’’, e ainda dava os primeiros passos nem tão sólidos - às vezes acho que muito mais sólidos do que os de agora - em direção à História), mas pelo que leio hoje e sempre ouvi, os Bálcãs estiveram nas salas de estar da maioria das pessoas e lá permaneciam por longo tempo.
Quando eclodiu a Guerra do Kosovo (resultado de uma série de tensões também muito antigas, agravadas pela dissolução da antiga Iugoslávia e pelo crescimento dos movimentos armados muçulmanos, já na época evidentes, hoje uma realidade mundial) pude acompanhar o desenrolar dos fatos e as conseqüências destes para o mundo que entrava no século XXI.
A questão é que, depois disso, a região desapareceu do mundo. Após a prisão de Milosevic e sua extradição para o Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (ICTY), a mídia esqueceu os Bálcãs e, pelo jeito os historiadores ocidentais também. Em 11 de julho de 2005, os Bálcãs lembraram-se do fatídico massacre na cidade de Srebrenica que, em 1995, foi invadida por efetivos do exército sérvio bósnio e onde estes mataram cerca de 7.000 homens, o pior massacre ocorrido na Europa depois da Segunda Guerra Mundial. Exceto isso e as noticias dos shows que Milosevic dava na prisão de Haia, recusando a aceitar sua culpa nos conflitos e a autoridade do TPI, os jornais e a televisão esqueceram-se do barril de pólvora balcânico.
Agora, em 2007, o mandato especial da ONU para a proteção de Kosovo expirará. A comunidade internacional sabe disso e, sobretudo, sabe das conseqüências da retirada de tropas da região, pois os Bálcãs, se não estão convulsionados em guerras como a dez anos, também estão longe de ser uma região pacífica, estável e segura. O ‘’Courriers des Balkans’’, publicação francófona que traz noticias bastante interessantes a respeito da região noticiou por esses dias que o governo sérvio liderado por Vojislav Kostunica, que se parecia ser o homem encarregado de apagar as péssimas lembranças que o governo de Milosevic deixou na Sérvia, autorizou (ou ao menos recusou-se a condenar) a formação de um grupo paramilitar sérvio em território kosovar, em virtude da forte campanha nacionalista da minoria étnica albanesa que busca a independência da região (financiada pela máfia albanesa que ganha fortunas permitindo que as áreas albanesas dos Bálcãs sirvam de caminho de entrada para o ópio produzido no Oriente Próximo e que faz sucesso na Europa) e do risco da retomada das hostilidades iniciadas em 1999, que causaram comoção mundial. Esse grupo, segundo um dos líderes da organização que reúne os veteranos sérvios das guerras balcânicas da década de 90, é chamado de ‘’Guardiões do Príncipe San Lazar’’ – O último príncipe sérvio derrotado pelos turco-otomanos na batalha de Kosovo Polje em 1398 - e reúne, atualmente, 5000 voluntários sérvios armados e prontos para ‘’defender, por todos os meios necessários, a população sérvia do Kosovo’’, no caso de um levante armado muçulmano que suspeita-se estar próximo, dados o fracasso das negociações de Matti Atisahari, emissário da ONU para Kosovo, e o governo sérvio e a crescente reticência da Sérvia em aceitar a redivisão de seu já vilipendiado território.
O estabelecimento e o reconhecimento de um grupo paramilitar sérvio em território kosovar deixa em alerta os mais atentos. Os ‘’Guardiões do Príncipe San Lazar’’ fazem lembrar os ‘’Tigres de Arkan’’ de Raznatovic, que espalharam terror na Bósnia Oriental, ou os ‘’Escorpiões’’ que participaram do massacre em Srebrenica e cujos integrantes (alguns) foram julgados e condenados por um tribunal sérvio há algumas semanas, num processo histórico para a Sérvia. Não é um bom retrospecto e acredito que o leitor concorda comigo. Estruturar oficialmente um grupo desses é demasiado perigoso para as relações entre os países da esfera iugoslava. Como disse Milosevic certa vez: ‘’não falem em corda na casa de um homem que acabou de se enforcar’’...
Escrito por desert fox às 11h24
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Os bálcãs mandam lembranças
Continuação
(...) Confiar no simples fato de que esses conflitos não mais existem por não estarem aparentes ou ‘‘na mídia’’, permitindo que velhos erros se repitam é bastante problemático. É hora de darmos mais atenção a essa questão. A comunidade internacional precisa mover-se para assegurar que os problemas dos anos 90 não ressurjam e a imprensa precisa prestar mais atenção e esclarecer a população a respeito desse processo.
A imprensa e os historiadores precisam de um senso crítico mais aguçado e de um maior interesse pela realidade dos processos históricos mundiais (a chamada macro-historia) e suas conseqüências em diferentes prazos. Ao invés de discutirem se a história é marxista-comunista (doutrina zumbi, uma vez baseada no defunto denominado comunismo) ou se Chávez é ou não a representação do mito do bom nativo, em versão venezuelana, o índio que vem libertar o povo da miséria causada pelo branco (coitados dos que acreditam nisso, pois se perceberão imbecis em breve) devemos nos preocupar em erradicar o pensamento de que só por que algo está geograficamente distante, não é importante, relevante para nós.
O que se vê na história dos Bálcãs é um exemplo de comportamento humano que transcende limites nacionais e, tal qual o holocausto, é um exemplo histórico que deve ser sempre lembrado e avaliado, pensado das mais diversas formas e facetas, pois essa análise se revela imprescindível não para discursos de pacifismo (que definitivamente não me convencem), mas para a compreensão dos processos comuns a toda a humanidade e que podem ser trazidos para a realidade brasileira.
Esquecer é impossível, justificar o que ocorreu é loucura. Expor e dar atenção talvez seja uma solução para que Srebrenica não se repita.
Escrito por desert fox às 11h23
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‘’Seja bem-vindo a Republiqueta das bananas’’
Dia 2 de abril de 2007. Jornal Nacional.
‘’Estudantes negros africanos, cursando a UnB têm os quartos de seus alojamentos queimados’’. A notícia merece atenção. Mas que tipo de atenção?
Já estamos cansados de ver notícias e choradeiras a respeito do problema dos negros no Brasil. A situação é realmente terrível, deve ser questionada e soluções devem ser buscadas. Mas nesse caso específico, o buraco é mais em baixo.
Os estudantes foram atacados não por que eram negros, mas por que eram africanos. Há uma sutil diferença. O próprio acusado, um aluno da UnB, disse na entrevista que teria feito isso por que os africanos têm um outro tipo de tratamento no Brasil. Para serem admitidos na faculdade e nos alojamentos, esses estrangeiros teriam que passar por etapas de avaliação como todos os outros (brasileiros). Porém, segundo o jovem, isso não ocorria.
A questão aqui não é o racismo contra negros. Aqui, o termo é outro: Xenofobia, ou o ódio, desprezo e agressividade dirigidos a algo ou alguém proveniente do estrangeiro. Num país como o Brasil, que há séculos recebe estrangeiros de todo o mundo, que vem em busca de paz, riqueza, segurança (?) e outras vantagens que sua terra não os ofereça, sempre se acreditou que a aceitação desses povos era boa. ‘’Imagina! São todos igualmente bem vindos nessa terra, venham de onde vierem’’, diz a maioria. Mas na prática, a história é outra.
Desde as primeiras ondas imigratórias estabelecidas aqui no século XVIII (outros estrangeiros vieram bem antes ao Brasil, mas, nesse momento específico, refiro-me aos imigrantes aqui chegados em virtude da política imigratória do Governo Imperial) os estrangeiros sofreram um bocado em terras brasileiras, seja nas mãos de outros imigrantes, que tinham mais privilégios por motivos diversos, seja pelos próprios brasileiros, tratando-os como cabeças de gado.
Recentes trabalhos acadêmicos têm explorado esse assunto e produzido rica análise sobre a imagem e a política do Brasil frente aos estrangeiros em diversos momentos. Um exemplo clássico que ouvi há algum tempo é que, na década de 30, período da consolidação do governo Vargas e da política restritiva aos imigrantes que já vigorava e recrudesceu com a escalada da tensão política mundial no entre-guerras, imigrantes eslavos estabelecidos no interior de São Paulo queixavam se do tratamento que lhes era dado pela política, pela sociedade e pela lei brasileira, onde um negro ( representante de um povo tão estrangeiro quanto o alemão, armênio ou iraquiano) fazia questão de deixar seu cavalo pastando todas as manhãs na horta de uma família de imigrantes eslavos. Nada era feito, pois o negro, apesar de todo o preconceito, tinha mais credibilidade do que o imigrante, europeu ou não, e este devia manter-se em silêncio ou seria tido como uma ‘’ameaça à Segurança Nacional’’.
O nacionalismo, o patriotismo no Brasil não são veementes como em outros lugares do planeta, mas existiram e estão vivos, de uma maneira muito torta, retorcida por um discurso que põe o termo patriotismo ao lado de um par de chuteiras e só, sem um debate mais aprimorado a respeito desse sentimento e de sua aplicação prática para a melhoria da situação do país. Isso abre caminho à xenofobia latente num país que não sabe assimilar o imigrante, integrá-lo devidamente à vida política, econômica e social da Nação.
Precisamos pôr o dedo nessa ferida, revelarmo-nos racistas, xenófobos que somos para, a partir daí, tentarmos solucionar um problema que vive sendo jogado para debaixo do tapete. E o pior de tudo é que nos fazem acreditar que tudo está bem. O assunto de nossas relações internacionais e de nossa postura para com os outros povos é muito pouco debatido, deve-se parar de encarar as relações internacionais como uma Copa do Mundo, onde cada um torce para o seu país e contra os outros.
Dedicamo-nos simplesmente a questionar a política americana que barra os brasileiros ilegais ou a inglesa, que mata um cidadão brasileiro por pensar tratar-se de um terrorista. Porém, nos esquecemos dos bolivianos trabalhando quase como escravos para coreanos em São Paulo, nos esquecemos dos conflitos entre as comunidades de imigrantes que foram renegados pelas autoridades brasileiras nos últimos dois séculos e a dificuldade que o povo brasileiro tem em assimilar o ‘’Outro’’ tal como ele é, com seus costumes e moral. Não somos a miscelânea de povos e culturas que tanto se diz. Tentamos impor aos estrangeiros o nosso modo de vida, imposição que, graças a Deus, eles sabem como resistir.
E a visibilidade que um assunto tão sério tem num governo e numa sociedade como a nossa? A simples menção num jornal, a taxação de que se trata de preconceito racial contra negros (argumento simples que não resiste a análises mais profundas), um assunto que no Brasil já é de praxe e que, convenientemente não é discutido como deveria e se o é, faz-se muito lentamente. Nada mais é do que mais um dos dilemas e problemas de uma Nação que ainda não se encontrou.
Eis mais um capítulo do romance ‘’Democracia Racial Brasileira’’escrito pelo nosso governo e financiado pelos intelectuais do Planalto Vermelho.
Escrito por desert fox às 14h55
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Esquerdismo: miséria intelectual e moral
A cada dia a postura política do país me assusta mais. Não quero mais. Quero fugir desse pântano de Zaps e metáforas do Lula e das medidas estúpidas de um governo que, de tão democrático e preocupado com a igualdade, acaba racista e incompetente.
Como pode uma ministra da República (será que o Lula sabe a origem da palavra, seu real significado?), ainda por cima ministra da integração racial (uma pasta que jamais deveria existir no Brasil) dizer, diante da opinião pública, que é justificado e compreensível o preconceito dos negros contra os brancos? Onde estamos, Deus meu?
Será possível que o apego e a necessidade do governo em relação a miséria e a desigualdade ultrapasse os limites da sanidade? Primeiro foi a proposta absurda de um estatuto racial, que obriga o cidadão a assumir uma identidade racial que, no Brasil, se revela inútil, dada a dadivosa heterogeneidade da nossa população, e agora me vem uma ministra dizer que o preconceito é justo?
Como disse, isso é o apego exagerado que Lula tem para com os ''fracos e oprimidos da nação'', que possibilita a indivíduos sem preparo assumirem cargos em que suas palavras, burras ou não, significativas ou não, sejam despejadas em nossos ouvidos a torto e direito. Buscando sanar uma ''injustiça social centenária'', o governo, incapaz de ser profundo em suas análises, dá legitimidade a um discurso de segregação e preconceito racial. Como se pode buscar a igualdade da nação se as pessoas nomeadas para exercer as funções mais importantes para a implementação de um processo social que visa a igualdade e o bem estar do povo nada mais são do que pseudo intelectuais advogando em causa própria e legitimando tudo o que a sociedade procura evitar?
A esquerda, agora governo, abençoada pelos mensalões saídos da burocracia e da ''elite burguesa'' que tanto atacam, se vê refém de seus próprios princípios e incompetências, fazendo surgir os mais podres, nojentos vermes e sapos que, durante muito tempo tiveram que engolir para chegar onde chegaram. A esquerda que tanto quer reformar o país, revolucionar (palavra até honrosa, mas imprópria se na boca de Genuínos, Dirceus, Valérios e Luíses), crendo num futuro ''digno'' para os menos afortunados, faz de seu governo o criadouro de preconceituosos, como a ministra; ladrões, como as centenas do Congresso, e demais ervas daninhas do Estado.
A situação é bastante grave, racismo é crime. Roubo, evasão de divisas, formação de quadrilha (Como não chamar Dirceu, Delúbio, Lula e o Diniz, de quadrilha), apropriação indevida do bem público também.
Ei! Finalmente entendemos os termos e metas do plano de Lula para a reeleição!
E votamos!
Que Deus nos abençôe!
Escrito por desert fox às 21h20
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Há algum tempo, na conclusão de um de meus textos (post do dia 21 de fevereiro de 2007), referi-me ao estabelecimento de uma ''Nova Ordem Mundial'', basicamente referindo-me ao rearranjo político e diplomático internacional.
A questão a ser pensada é que a ''Nova Ordem Mundial'', tida como a redefinição do modelo político e ideológico, não teve seu início na queda da URSS, no começo da década de 1990, embora esse seja uma momento prepondrante na história e o início de um período de reflexão e redefinição das ideologias e sistemas políticos, econômicos e ideológicos.
Só agora, no início do século XXI (momento mais propício para refelxões e mudanças, impossível), os múltiplos rumos da realidade mundial começam a mudar de forma mais incisiva.
Os regimes políticos do século XX testemunham, nesse início de século, a perda de seus maiores expoentes, defensores e idealizadores.
O combalido comunismo, que tem seu fim didaticamente marcado pelo fim da URSS, encontra agora queda definitiva de seus velhos preceitos e a posterior redefinição de seus objetivos e alcance. A doença do velho Fidel, que o afastou do poder por um tempo e que suscitou um profundo debate a respeito da presença comunista e de sua força, sobretudo na América, veio como oportunidade para que o povo cubano pudesse levantar questões e debates a respeito de seu próprio futuro, já que o velho general Fidel não é imortal. Redefine-se portanto a postura da esquerda, que na época da Guerra Fria, definia suas atividades baseadas no modelo soviético, uma esquerda institucionalizada, onde o movimento esquerdista possuía regras e posturas políticas mais determinadas.
Hoje, a esquerda não mais segue um objetivo ou diretriz central, nem tão pouco possui um controlador das manifestações e direcionamentos, tal como a URSS da segunda metade do século passado. Essa ausencia de um poder ''moderador'' dentro da esquerda dá vazão a figuras no mínimo pitorescas, sobretudo na América, tais como o funesto e caricato Hugo Chávez (Qualquer um que tenha vivido na primeira metade dos anos noventa, assistindo TV, sabe que não se pode levar a sério um indivíduo chamado ''Chávez'') que, além de prejudicar o andamento de TODA a política externa latino americana, leva seu país a uma situação bastante delicada de isolacionismo e desconfiança por parte das demais nações.
Outro sistema político bastante característico e presente desde a década de trinta é a chamada ditadura que, tal como a compreendem os atuais detentores da ''verdade histórica'', abrange tanto os regimes fascistas das décadas de 30 e 40 quanto as ditaduras militares latino americanas dos anos 60 e 70, numa comparação absurda. Com a morte de Pinochet, caçado por seus ''crimes'' até a derradeira hora, esse sistema marca seu declínio a partir da perda de poder crescente das Forças Armadas no mundo e da perseguição desses regimes como responsáveis pelas vicissitudes dos países que as adotaram.
Além disso, como último ponto (a ser abordado, nem de longe a última configuração política do século XX) está a política e a postura dos que não faziam parte nem da esquerda nem da direita, o chamado ''terceiro mundo''. Sobre esse bloco, a postura da América Latina já foi comentada. Dedico-me então ao Oriente Médio.
A morte de Yasser Arafat e de Ariel Sharon (este não morreu, mas está imprestável) marcam o fim de uma era nas relaçõs entre Israel e o mundo islâmico. Sharon foi o linha dura de Israel desde quando cuidava da segurança e dos esforços bélicos do país. Sem ele, Israel está adotando, paulatinamente uma postura mais branda em relação aos palestinos. Não mais paira a sombra de uma guerra efetiva ou da ''destruição do povo palestino''. Do outro lado do muro (nunca pensei que essa frase poderia ser efetivamente real, mas é), os palestinos, com a morte de Arafat, abandonaram a ''causa palestina'' para se entregarem definitivamente às disputas por poder entre o Hamas e o Fatah, os dois braços políticos da Autoridade Palestina. desestruturou-se portanto a política interna conciliadora de Arafat e o país (se é que a Palestina pode ser chamada asim) mergulha em guerra civil e em inúmeras indefinições.
Há ainda, como último ponto, o desmanche da ''ordem'' estabelecidanos países árabes, onde desde a revolução iraniana, ditadores, aiatolás e extremistas fazem política pelo petróleo e massacram populações à torto e à direito. Com o julgamento e morte de Saddan Hussein, finda um ciclo de ditaduras teocáticas a corruptas que definiram durante quase meio século o destino do Oriente Próximo.
Rumos e indefinições de um mundo contemporâneo que, de tão sólido, se desmancha no ar.
Escrito por desert fox às 20h14
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Medos Contemporâneos
Pra nós, brasileiros, é difícil pensar em guerra, na acepção correta da palavra, com tanques disparando sobre cidades e aviões bombardeando prédios e hospitais. Quando perguntados a respeito do Brasil, sempre rendemos graças a Deus por vivermos num país que, se não pode ser chamado de pacífico, ao menos se vê livre, há mais de meio século, da situação de envolvimento direto numa deflagração armada. Isso é bom. Mas até que ponto estamos verdadeiramente livres dos temores, das síndromes e das vicissitudes que uma guerra traz?
Hoje, o global Jornal Nacional exibiu uma reportagem na qual constata (?) que o cidadão brasileiro tem criado novos hábitos e práticas culturais para se adaptar à nova realidade, ou seja, se adaptar à violência reinante no país. Motoristas desrespeitam uma das principais e mais básicas leis de trânsito ao passarem pelos cruzamentos mesmo quando o semáforo está fechado, pois assim procuram assegurar-se de que não serão vítimas de tragédias como um assalto, seqüestro relâmpago ou, ainda pior, o que aconteceu como menino João Hélio, arrastado por bandidos quando estes roubaram o carro da família. As mulheres perderam o direito de serem vaidosas e usarem jóias e outros instrumentos de beleza por causa dos freqüentes assaltos.
Além disso, a sociedade brasileira tem se acostumado com palavras, terminologias e atos muito graves e que até pouco tempo eram desconhecidos da população. Hoje vemos a ação de ‘’grupos paramilitares’’ nas favelas do Rio de Janeiro. Esse termo, ‘’paramilitares’’, não evoca outra coisa em minha mente senão os assassinos, estupradores e genocidas das guerras da antiga Iugoslávia. Temos hoje gente tão cruel e criminosa quanto Zeliko Raznatovic, o Arkan sérvio (Poderoso líder paramilitar sérvio, patrocinou, financiou e colaborou com as ações dos grupos paramilitares sérvios em território bósnio), um dos responsáveis pelo massacre na guerra da Bósnia na década de noventa. Talvez não haja ainda em nosso povo a noção de quão perigosa e grave é a comparação entre um Estado que se proclama uma democracia e um Estado de Direito que busca preservar a paz e a ordem e um país que esteve envolvido numa guerra tão trágica, não por que este último seja inferior, mas pelo simples fato de que presenciou uma tragédia de proporções monumentais.
Nesse momento são prudentes as palavras de Cristopher Hitchens no prefácio do livro ‘’Área de Segurança Gorazde: A guerra na Bósnia Oriental 1992-1995’’ de Joe Sacco. Evocando o sentimento que tomava conta não só dos bósnios, mas do mundo como um todo, diz ele: ‘’De uma forma confusa e lenta, as pessoas assumiram que as valas comuns (de muçulmanos assassinados) em Srebrenica e Zepa eram o preço – e a pressão necessária – para a assinatura do acordo em Dayton’’.
A partir disso será que podemos dizer que as síndromes de pânico, o medo constante e a mudança forçada de hábitos são o preço para a nossa paz? Será que precisaremos mesmo chegar ao ponto que a Bósnia chegou para que medidas sejam tomadas, mesmo que haja o risco de que essas medidas sejam tão violentas quanto as tomadas nos Balcãs e ainda por cima sem garantia alguma de que serão duradouras, ou nem mesmo se funcionarão de fato?
A situação brasileira é demasiado delicada para que esperemos e adotemos políticas tão brandas em relação à nossa própria segurança. O estopim está aceso e não basta a nós, como os bósnios, testar o tamanho do pavio, mas dimensionar o barril de pólvora. Quando isso for feito esperamos que este não tenha já explodido, pois essa explosão, sem análises, medições ou sombra de dúvida, será gigantesca.
Escrito por desert fox às 15h07
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A ressurreição do velho signo da intolerância.
No meio acadêmico dos historiadores, há uma expressão que diz que ‘’a história sempre se repete’’ e os fatos que vemos nos jornais nos últimos meses vem autenticar essa teoria. Desde o fim da segunda guerra mundial em 1945 e da criação do Estado de Israel, em 1948, setores dos mais diversos países envolvidos ou não na guerra se dedicam a contestar e minimizar os fatos acontecidos entre 1939 e 1945. Tivemos o primeiro grande exemplo em 2002, quando a Áustria elegeu um primeiro ministro pertencente a um partido de extrema direita, que evoca a figura de Hitler com saudosismo e propaga a todos as mesmas idéias que levaram o mundo à carnificina da década de 40. Wolfgang Schussel, antigo primeiro ministro austríaco e Jorg Haider, ex-governador do estado mais rico da federação austríaca se tornaram símbolos de um processo em franca ascensão no mundo atual: a interpretação duvidosa dos eventos da segunda guerra segundo uma ótica pautada no racismo característico do nazismo, que ainda povoa a mente e o espírito dos europeus. Há alguns meses vemos mais um desdobramento dessa deplorável tentativa de renegar um passado inquestionável. Desde que assumiu o poder, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, tem feito menções favoráveis ao nazismo, incitando o seu país, bem como as demais nações árabes a ‘’continuar o trabalho que Hitler não completou’’ e dizendo que o Estado de Israel deve ser destruído ou transferido para a Europa. É a mistura entre ideais que mancharam a história: a Jihad islâmica contra os infiéis, da qual são frutos a Intifada palestina e os atentados de 11 de setembro de 2001 e o racismo e a xenofobia dos nazistas de 60 anos atrás que buscaram varrer do mundo não apenas uma, mas várias raças tidas como ‘’não merecedoras da vida’’. O que está em jogo não é o ódio dos árabes pelos judeus, questão que perdura há séculos e que se fundamenta em visões religiosas diametralmente opostas, mas sim a utilização da memória da segunda guerra de forma distorcida de maneira a privilegiar o surgimento de antigos preceitos já superados desde o fim do conflito e que hoje tomam uma forma demasiadamente perigosa. Indivíduos de sociedades longínquas e sem participação ativa na Guerra de 39/45 buscam exatamente do lado errado da corda – já que todas as afirmações usadas são parte do discurso nazista, modelo do que não se pode tolerar num mundo democrático e livre – argumentos para justificar uma luta que, errada desde seu início, pois se mostra uma guerra que busca não só a posse de um território (o Oriente Médio tão disputado) como também a completa destruição de uma etnia, a israelense (que por bem ou mal é a mesma dos árabes, percussores dessa luta) e de uma religião, a judaica (de onde, diga-se de passagem, derivou o islamismo), encontra na doutrina nazista uma justificativa e um método eficiente de convencimento popular. O uso das heranças ideológicas de Hitler pelos árabes contra os judeus dá vazão aos novos movimentos que se auto proclamam revisionistas e que buscam apagar as lembranças da segunda guerra e do holocausto, redimindo os alemães e demais povos complacentes com o massacre e abrindo espaço para a intolerância e para a visão de ‘’povos superiores e povos inferiores’’ que direcionou a Solução Final dos nazistas. Há que se perceber o perigo que se avizinha e, nessa hora, lembrar das palavras do dramaturgo Bertolt Brecht em sua peça ‘’A irresistível ascensão de Arturo Ui’’ quando, referindo-se ao nazismo, diz que: ‘’Ainda está fecundo e procriando o ventre de onde isso veio engatinhando’’. Bruno Izaías da Silva 15/12/05
Escrito por desert fox às 15h03
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Mancha
A guerra seja qual for, como for, onde for, arrasa tudo o que existe. Arrasa construções, arrasa corações. Tempos atrás, assistindo a uma reportagem sobre a situação dos soldados brasileiros no Haiti, o comentário de um tenente me chamou a atenção. Disse ele: ‘’quando você é obrigado a mirar ou atirar em alguém pela primeira vez, é terrível. Na segunda vez, o medo e a hesitação já são menores e na terceira vez tudo isso se torna natural. O Brasil é um país pacífico, com boas relações diplomáticas com todas as nações e que participou de apenas duas guerras internacionais, a guerra do Paraguai e a Segunda Guerra Mundial e é sobre essa última que quero fazer algumas considerações. Os brasileiros estão usando a força apenas em situações extremas no Haiti. Mesmo assim, esses soldados serão marcados pelo resto da vida. Como podemos imaginar, por exemplo, o trauma dos soldados brasileiros que tomaram Monte Castelo? Os relatos dão conta de situações inadmissíveis. Os soldados brasileiros faziam barricadas para se proteger enquanto avançavam. E de que eram feitas essas barricadas? De sacos de areia? Não! Essas barricadas eram feitas com os cadáveres dos companheiros que tombaram. O que se passa na cabeça de um soldado que se vê obrigado a atirar num haitiano é terrível, um trauma que jamais terá fim. E para esses heróis que lutaram na Segunda Guerra Mundial? Que viram seus amigos e irmãos sendo mortos e seus corpos sendo vilipendiados, usados pra proteger os outros, o que se passa na cabeça dessa gente? A guerra destrói o entendimento do homem enquanto racional. A barbárie enlouquece, arranca os sentimentos que vem desde o nascimento e transforma cada soldado e cada civil num grande abismo, vazio de certezas, idéias, moral, sentimento, perde-se o sentido de viver. Soldados alemães vagaram por todos os cantos da Europa, sendo mandados à França, depois aos céus da Inglaterra, mais tarde à gélida Rússia, tudo fazendo pra que os ideais de sua bandeira fossem assegurados. Esses homens conheceram os lugares mais belos do continente apenas para destruí-los. Um homem que, em tempos de paz era amante das artes, se vê obrigado a destruir e pilhar museus na França. E pior, sem se atentar para o impacto que isso causaria naquele contexto social. Na guerra, homens comuns transformam-se em monstros. Tudo que fizeram de bom, tudo que construíram torna-se pó diante da visão aterradoramente próxima que se tem da guerra e da supressão dos sentimentos humanos em razão dos ideais de uma bandeira. Como será que sobreviveram essas pessoas que viveram por seis anos sem que, por um minuto sequer, parassem de ouvir tiros, bombas e aviões? Como seria dormir pensando em poder acordar com sua cidade ou mesmo sua casa em chamas? É nesse raciocínio de barbárie que me pauto quando peço que todos que leiam isso tenham consciência de que a guerra é a atividade mais horrível (e tantos outros adjetivos pecaminosos caibam) das atividades humanas e que nela todos são vítimas, ninguém vence, ninguém ganha nada realmente, só sofrimento e lembranças que se perpetuam e perturbam as mentes daqueles que mancharam suas roupas com sangue e a história com guerras.
Escrito por desert fox às 15h01
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Questões da Nova Ordem
Procurando algo de interessante para postar neste recém inaugurado e modesto espaço deparei-me com comentários dos mais diversos jornais (principalmente o Le Monde, o New York Times e o alemão Der Spiegel) sobre os novos rumos da política internacional. Um cenário bastante interessante, devo dizer. O primeiro ministro italiano Romano Proddi pediu demissão após a pressão resultante da sua postura alinhada aos americanos na questão das múltiplas (descuidadas e polêmicas) intervenções da ''Grande Águia'' no Oriente Médio. Muito por causa da memória do fascismo e da Segunda Guerra, qualquer menção de crise política nos países diretamente envolvidos na deflagração mundial de 1939-1945 faz soar o alarme nos principais ministérios do exterior da Europa. Ao avesso dessa tendência, dois países, antes tidos como ameaça mundial, recuperam o prestígio perdido e o orgulho nacional ferido. A Rússia, apesar da forte presença do movimento comunista atrapalhando o processo de desenvolvimento da democracia e do capitalismo globalizado no país, mantém índices fortes de crescimento e aponta no chamado G-8 (Grupo dos sete países mais ricos do mundo mais a Rússia) não mais como figurante mas como participante ativo das decisões internacionais, desafiando inclusive os E.U.A. (Como o ocorrido com o presidente Putin nesta semana, quando este criticou abertamente a Casa Branca) O outro país que desponta nesse início de século como uma promessa de surpresa (tal como foi no início do século XX), dessa vez positivamente é a Alemanha. Quando, no início da década de 90, guerras separatistas começaram a eclodir na península balcânica, pondo em risco a paz européia, foi o ministério do exterior alemão que ajudou, motivado pelo interesse em enfraquecer o poder eslavo iugoslavo, em grande parte fomentado pela também eslava Rússia, a construir pelo menos um arranjo de paz, reconhecendo a independência da Eslovênia, posteriormente da Croácia e da Bósnia e, mais do que isso, atua como a liderança européia no barril de pólvora balcânico. Líder da Missão de Paz da ONU no Kosovo, a Alemanha teve a chance de mostrar ao mundo que pode sim pegar em armas para assegurar a paz e não provocar a guerra. Uma conquista considerável com grande repercussão para o povo alemão, não mais visto como assassino ou nazista, mas como uma nação que se reformou, entrou nos trilhos e pode gerir muito bem sua política exterior e a dos países da Europa. Outro ponto é a repercussão da Copa do Mundo de 2006 para os alemães. Os cidadãos germânicos puderam, durante a copa, resgatar suas bandeiras (muitas delas da antiga RDA) e enrolá-las no corpo, exprimindo ao mundo seu orgulho nacional sem extremismo. Com as memórias e cicatrizes que o horrendo século XX deixou sendo, ao menos, revistas e resignificadas. o equilibrio internacional tende a se refazer. Uma Nova Ordem Mundial está se compondo, com a volta de antigos ideais e com a constante modificação dos papéis antes tidos como fixos e inalienáveis. A velha ordem perde seus representantes e a Nova Ordem entra em cena.
Saudações
Escrito por desert fox às 21h11
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Dia D
Dia D: Definição de cunho militar que se refere ao momento do início de algo importante, tanto no campo das manobras militares quanto na vida cotidiana.
Este blog surge da idéia de amigos que me convenceram a escrever e publicar minhas pesquisas e análises bibliográficas: História, política e outros assuntos desse mundo contemporâneo que tanto se apresenta a nós como indecifrável, insensível e inevitável, mas que nos permite a cada dia a tarefa árdua e fascinante de entendê-lo, decifrá-lo até onde, novamente e como sempre, transforma-se de novo, jogando nossas teorias em meio ao vão, apresentando-nos novas possibilidades.
O título do blog expõe o propósito para o qual está designado. As publicações postadas aqui procuram abranger uma gama de informações, fontes e pesquisas sobre assuntos desligados da grande mídia, das grandes escolas historiográficas ou dos interesses comuns ao nosso tão descuidado, manipulado e alienado país. Etnologia, história militar, política externa, memórias de conflitos são assuntos quase sempre esquecidos por uma imensa parcela da população. Explorar a diversidade, a dinâmica e as peculiaridades do mundo contemporâneo é o desafio principal desse ''instrumento de expressão virtual''.
Espero que, através desse espaço, eu possa acrescentar a essa imensa ''Torre de Babel'' chamada internet, algo de construtivo.
São as diretrizes de um novo projeto que, espero, só venha a crescer.
Cordiais saudações a todos.
Escrito por desert fox às 15h09
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